sexta-feira, 15 de agosto de 2014


BILINGUISMO E EDUCAÇÃO DE SURDOS


As realidades psicossocial, cultural e linguística devem ser consideradas pelos profissionais ao se propor o bilinguismo. A escola (professores, administradores e funcionários) deve estar preparada para adequar-se à realidade assumida e apresentar coerência diante do aluno e da sua família. A família deve conhecer detalhadamente a proposta para engajar-se adequadamente. Os profissionais que assumem a função de passarem a informações necessárias aos pais devem estar preparados para explicar que existe uma comunicação visual (a língua de sinais) que é adequada à criança surda, que essa língua permite que à criança tenha um desenvolvimento da linguagem análogo ao de crianças que ouvem que essas crianças podem ver sentir, tocar e descobrir o mundo em sua volta sem problemas, que existem comunidades de surdos; enfim, devem estar preparados para explicar aos pais que eles não estar diante a uma tragédia, mas diante de uma outras forma de comunicar que envolve uma cultura e uma língua visual-espacial.       Deve-se garantir à família a oportunidade de aprender sobre a cultura  surda e sua língua, com meta de modificar essa realidade para um futuro de inclusão.
“Um deficiente auditivo não pode adquirir uma língua falada como língua nativa porque ele não acesso a um sistema de monitoria que forneça um feedback constante para sua fala. A língua falada sempre será um fenômeno estranho para o surdo, nunca algo natural. Os deficientes auditivos, provavelmente experimentam um grau considerável de ansiedade  ao usar a língua oral porque eles não têm nenhuma forma de controlar a propriedade técnica e social de sua fala, exceto através de movimentos lábias e da relação de pessoas a sua fala. O deficiente auditivo apesar de contar com expressões faciais e movimentos corporais, não possui uma das fontes de informação mais rica da língua oral: monitorar sua própria fala e elaborar sutilezas através da entonação , volume de voz, etc. “(1986. p.79-80)”.
A importância de LIBRAS, na comunicação com pessoas surdas quinta-feira, setembro 12, 2013  cultura, cursos, libras, surdos   








Ao refletir sobre a importância das Libras na vida das pessoas surdas, pode-se perceber que a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é um meio de garantir a preservação da identidade surda, bem como contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte. Relevando a surdez como uma experiência visual, popularizando a linguagem de sinais, garante-se ao surdo a possibilidade de reconhecimento e legitimação desta forma de comunicação, desprezando qualquer forma de padronização, de comportamento ou tentativa de normalização do sujeito surdo. Cabe ressaltar também que a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e devem ser reconhecidas como tal. Além de propiciar a facilidade de comunicação entre os surdos, a Libras também propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que, já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições sociais, como, por exemplo, escolas e universidades. Outro aspecto positivo da Libras é a sua utilização em programas de televisão, palestras, eventos sociais diversos, etc., uma prática que vem sendo cada vez mais comum e que tem a tendência de alcançar outros âmbitos sociais, já que, a comunidade surda tem um número bastante expressivo de pessoas e que estão reivindicando seus direitos como cidadãos, praticando a verdadeira forma de inclusão social. A compreensão dos conceitos de diversidade e diferença, além de considerar a construção da identidade surda como um movimento político, social e histórico, a utilização da Libras vem a colaborar para a alteridade surda, prevalecendo a inclusão social dos surdos tão almejada, desprezando toda e qualquer forma de discriminação e preconceito com esse grupo, que sofreu por um longo tempo com a ignorância e visão equivocada dos ouvintes que impunham um padrão errôneo e unilateral de normalidade, observando a surdez como uma deficiência que deveria ser tratada clinicamente com intuito de superar o déficit auditivo. Além da legitimação da cultura surda, a utilização da Libras da voz a esta cultura, possibilita o entendimento de suas necessidades, anseios e expectativas podendo assim, facilitar o atendimento a essas necessidades, sendo a forma mais expressiva de exercício da cidadania. Dessa forma, pode-se concluir que a utilização da linguagem brasileira de sinais deve ser cada vez mais popularizada e incentivada, não apenas nas instituições escolares, como também na sociedade em geral, colaborando para a melhoria da qualidade de vida dos surdos, desprezando perspectivas meramente filantrópicas, mas sim como uma forma de assegurar os direitos como cidadão e o respeito às diferenças.passagens promoçãopassagens promoção

A importância de LIBRAS, na comunicação com pessoas surdas


Fonte:http://www.google.com.br/images


Ao refletir sobre a importância das Libras na vida das pessoas surdas, pode-se perceber que a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é um meio de garantir a preservação da identidade surda, bem como contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte. Relevando a surdez como uma experiência visual, popularizando a linguagem de sinais, garante-se ao surdo a possibilidade de reconhecimento e legitimação desta forma de comunicação, desprezando qualquer forma de padronização, de comportamento ou tentativa de normalização do sujeito surdo.

Cabe ressaltar também que a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e devem ser reconhecidas como tal. Além de propiciar a facilidade de comunicação entre os surdos, a Libras também propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que, já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições sociais, como, por exemplo, escolas e universidades. Outro aspecto positivo da Libras é a sua utilização em programas de televisão, palestras, eventos sociais diversos, etc., uma prática que vem sendo cada vez mais comum e que tem a tendência de alcançar outros âmbitos sociais, já que, a comunidade surda tem um número bastante expressivo de pessoas e que estão reivindicando seus direitos como cidadãos, praticando a verdadeira forma de inclusão social.

A compreensão dos conceitos de diversidade e diferença, além de considerar a construção da identidade surda como um movimento político, social e histórico, a utilização da Libras vem a colaborar para a alteridade surda, prevalecendo a inclusão social dos surdos tão almejada, desprezando toda e qualquer forma de discriminação e preconceito com esse grupo, que sofreu por um longo tempo com a ignorância e visão equivocada dos ouvintes que impunham um padrão errôneo e unilateral de normalidade, observando a surdez como uma deficiência que deveria ser tratada clinicamente com intuito de superar o déficit auditivo.



língua de sinais é também conhecida como língua gestual, pois tal é seu sentido literário. A mesma utiliza-se de gestos e sinais em substituição à língua que todos nós bem conhecemos em nossas comunicações: a língua de sons ouoral.

Falamos em “comunicação” e a língua de sinais possui exatamente esse sentido, ou seja, de ser o meio de um grupo de indivíduos poderem comunicar-se, pois é através dela que as pessoas surdas trocam comunicações entre si, e até mesmo com as pessoas que já aprenderam a interpretá-la. Aliás, isto vem ocorrendo de forma significativa.

Assim como existem várias línguas faladas no mundo, também existem várias línguas de sinais pelo mundo. De todas, a mais comum é a Língua de Sinais Americana (ASL – American Sign Language). Muitas línguas de sinais já receberam reconhecimento de governos em muitos países. Chamamos isso de reconhecimento oficial.
Exemplo de sinal em Libras: frio.
Repare no uso da expressão facial.
 
O que ocorre na língua de sinais é que muitas pessoas criaram mitos sobre ela e que devem ser desfeitos de uma vez por todas:

É universal?  Não, isto é, ela não é igual em todo o mundo. Cada país tem sua própria língua de sinais, tal como temos nossa própria língua falada. Apesar disso, pode ocorrer de pessoas utilizando códigos diferentes possam entender-se ao menos no mínimo necessário, tal como conseguimos, sem falar outra língua.

segunda-feira, 14 de julho de 2014



Resíduos Sólidos

O Programa de Resíduos Sólidos da Funasa visa a contribuir para a melhoria das condições de saúde da população, com a implantação de projetos de coleta, transporte, destinação e disposição final adequada de resíduos sólidos.
A seleção das propostas a serem beneficiados nesta ação é realizada através de chamamento público, publicados em portarias divulgadas neste site. Nestas portarias são divulgados os critérios utilizados para a seleção destas municípios.
As orientações técnicas para a apresentação de propostas de implantação de sistemas de resíduos sólidos urbanos são apresentadas pelo MANUAL DE ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE PROPOSTAS PARA O PROGRAMA DE RESÍDUOS SÓLIDOS , elaboradas com o intuito de traçar as diretrizes do Programa de Resíduos Sólidos da Funasa, identificando os itens financiáveis para cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos e definindo os requisitos mínimos e documentos obrigatórios para que as solicitações sejam viabilizadas no âmbito desta Fundação.
O projeto deve propor soluções integradas para os sistemas a serem financiados, que contemplem etapa útil para serem aprovados. A etapa útil é aquela capaz de entrar em funcionamento imediatamente após a conclusão dos serviços e atender aos objetivos sociais e de salubridade ambiental. Portanto, a proposta de solicitação de recursos deverá abranger os investimentos necessários para que o sistema funcione como um todo, de forma técnica e ambientalmente adequada.
Resumidamente, o programa de manejo de RSU da Funasa apoia a execução de infraestrutura e aquisição de veículos e equipamentos para implantação e/ou melhorias nos sistemas convencionais de gerenciamento de rejeitos, com a coleta e disposição adequada em aterros sanitários, sistemas de gerenciamento de reciclagem com a coleta e manejo em unidades de recuperação de recicláveis e sistemas de compostagem com a coleta e manejo em unidades de compostagem.

sábado, 12 de julho de 2014

Introdução 
Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.
Importância e vantangens da reciclagem 
A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis  aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos eONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.
No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.
Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.
reciclagem de papel Sacolas feitas com papel reciclável
Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.
Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.
símbolos da reciclagem - papel plástico metal  vidro Símbolos da reciclagem por material
Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.
Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhadodesenvolvimento sustentável do planeta.
Exemplos de Produtos Recicláveis
- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.

Definição
Os resíduos sólidos são partes de resíduos que são gerados após a produção, utilização ou transformação de bens de consumos (exemplos: computadores, automóveis, televisores, aparelhos celulares, eletrodomésticos, etc).

Fonte de produção 
Grande parte destes resíduos é produzida nos grandes centros urbanos. São originários, principalmente, de residências, escolas, indústrias e construção civil.

Coleta seletiva e reciclagem 
Muitos destes resíduos sólidos são compostos de materiais recicláveis e podem retornar a cadeia de produção, gerando renda para trabalhadores e lucro para empresas. Para que isto ocorra, é necessário que haja nas cidades um bom sistema de coleta seletiva e reciclagem de lixo. Cidades que não praticam este tipo de processo, jogando todo tipo de resíduo sólido em aterros sanitários, acabam poluindo o meio ambiente. Isto ocorre, pois muitos resíduos sólidos levam décadas ou até séculos para serem decompostos.

Resíduos sólidos perigosos 
Alguns tipos de resíduos sólidos são altamente perigosos para o meio ambiente e merecem um sistema de coleta e reciclagem rigorosos. Podemos citar como exemplos, as pilhas e baterias de celulares que são formadas por compostos químicos com alta capacidade de poluição e toxidades para o solo e água.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

RESENHA CRÍTICA DO DOCUMENTÁRIO: PRO DIA NASCER FELIZ

“Pro dia nascer feliz” é um documentário  dirigido por João Jardim, e é em  2005 que se  retrata o sistema educacional brasileiro, e isso nos mostra  sob  a luz de uma realidade escolar que esta  presente na maioria de nossas escolas. Que expõem a fragilidade do sistema e de seus principais personagens: que são os alunos e professores; e a divisão desse sistema em: ensino público e privado.
O documentário nos mostra a realidade de algumas escolas brasileiras, tendo em vista em três estados diferentes de nosso país, onde a maioria dos alunos acabam passando por um ciclo em que, poucos conseguem o diploma do 2° grau e menos ainda, poucos conseguem a oportunidade de ingressarem em uma universidade.
É notória a grande diferença social, cultural e econômica apresentado nas escolas das diferentes cidades apresentadas no documentário, mas, muitos são  parecidos  os anseios e as frustações dos jovens em que mostra a realidade de suas vidas no contexto escolar, seus sonhos e a expectativa no futuro incerto, enfrentando diariamente o paradoxo que a vida lhes impõe: a escola deveria ser à base da educação na construção de seu futuro.
No início do filme João Jardim nos  apresenta uma escola no interior de Pernambuco cuja a  realidade é bem precária, mas, não muito diferente das nossas escolas, passados muitos anos, no interior do Ceará, onde os alunos percorrem longas distancias,   viajam horas em um ônibus que não oferecem conforto algum, para chegarem em uma escola sem estrutura para recebe-los, onde muitas vezes não tem nem água nos banheiros, onde falta merenda e ainda encontram professores desmotivados e sem nenhum apoio pedagógico. Como alguém gostar de estudar ou de ensinar em lugares assim? Mais por incrível que pareça, João Jardim ainda consegue encontrar rosas em meio aos espinhos, por conta ele se depara com a jovem chamada  Valéria que é uma  poetisa de muito talento, mais que não é reconhecido nem por seus professores que acham que suas poesias são um plágio, até porque no lugar como esse até mesmo os professores não encontram estímulos pra escrever ou até mesmo ensinar.
O filme também nos  mostra a realidade de uma escola na periferia do Rio de janeiro, esta apresenta uma outra problemática,  que são outros fatores influentes, são outras dificuldades e outra realidade social com problemas diversos. Nesta escola os problemas são: com a violência, e professores e alunos desinteressados e faltosos. Os relatos de alunos mostram seus medos e até sues envolvimentos com o crime, drogas. Os professores também em suas entrevistam relatam sues receios à falta de respeito por parte dos alunos, a falta de interesse dos próprios alunos.
João Jardim entrevista o aluno Deivison que é um aluno chamado de “problemático” da escola, onde o filme faz uma ligação da vida do estudante com seus conflitos pessoais e sociais e os relaciona com os reflexos que isso produz no cotidiano escolar e com seus professores, ou seja, a repercussão de um comportamento é bastante influenciador quando está em convívio social dentro de uma escola.
Já a filmagem realizada em São Paulo nos mostra entrevistas de alunos e professores e um pouco do contexto assim como nas outras cenas anteriores se repetem. Um destaque desta parte do documentário é a fala de uma professora sobre o papel social que atribuíram aos educadores e os problemas enfrentados no dia-a-dia e a falta de reconhecimento, o desestimulo e a falta de respeito por parte dos alunos e o papel que a escola tem atualmente.
Em contrapartida o filme mostrou a realidade de uma escola católica de elite também em são Paulo, é lógico que as diferenças físicas são evidentes que, além de dispor de um espaço físico excelente, a escola também é marcada por sua rígida disciplina. No entanto, o filme deixa claro que a educação não se resume por esses fatores. A entrevista com os adolescentes denuncia casos de depressão, de crises existenciais e até de violência nesse ambiente escolar. A reação mais normal de quem assiste a essa parte do filme é a de indignação diante das angústias expostas pelas alunas. É habitual, nesse caso, considerar uma rebeldia sem causa da classe alta e se comover apenas com a dura realidade dos adolescentes de Manari, por exemplo.
O foco do filme é dado ao ensino de adolescentes, uma fase da vida tão cheia de conflitos, uma vez que a adolescência é uma fase caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais. É o momento em que o indivíduo forma sua identidade, a partir de seus valores e de suas crenças. É o momento da vida que requer maior atenção e acompanhamento. E o sistema educacional brasileiro, em vez de cumprir seu papel de articulador e esclarecedor entre o jovem e o meio social, provoca o inverso. O jovem brasileiro tem uma relação de relutância com a escola, pois tem uma ideia de que o ensino não conduz, de forma alguma, com a sua realidade, com o seu papel de cidadão, assim como a de que esse ensino está muito distante do que realmente lhe atrai.
Ficou bastante claro no vídeo que existe muita angustia por parte dos professores, que os mesmos não estão satisfeitos, estão desmotivados pelos baixos salários, pela violência ocorrida dentro e fora da sala de aula, pelo desinteresse dos alunos, vão para as salas de aula, esmigalhados, cansados, estressados e isso salta aos olhos de qualquer pessoa que assista ao filme. Mostra-nos também um sistema educacional carente, quase que fracassado, embrenhado na sua própria realidade.
A realidade é que, o filme mostra claramente como é falaciosa a tentativa de se culpar pura e unicamente os professores pelo fracasso educacional. Se em algumas cenas mostra-se o descaso de alguns professores com a figura do aluno, muitas outras mostram professores muito engajados que, no entanto, são massacrados pelas condições estruturais reinantes. Se não se pode negar a má qualificação docente e o fato de que todos nós deveríamos saber sempre mais de alguma coisa, o filme mostra que o problema está na falta de suporte geral para os docentes e para o ambiente em que trabalham, a começar pela formação.
Por fim o vídeo retratou uma realidade já conhecida por todos, que é a falta de participação da família na vida escolar dos filhos, a carência que os adolescentes sentem da falta dos pais, que por muitos motivos se reflete dentro da sala de aula.
         João Jardim demonstra em seu documentário a realidade que todos negam ver. Enquanto o Brasil não adotar políticas públicas educacionais e não criar um vínculo entre a aptidão do professor, o comprometimento do governo e a responsabilidade dos pais, não poderá se pensar em ensino de qualidade, continuando em penúltimo lugar no ranking mundial da educação. 

Pro Dia Nascer Feliz - completo

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Este material é para você, professor

Esta publicação foi feita para você, professor, que quer saber mais sobre essa tal de Educação Inclusiva da qual você, certamente, muito tem ouvido falar. Mas afinal de contas, o que ela significa?
A Educação Inclusiva é um sistema de educação e ensino em que todos os alunos com necessidades educacionais especiais[1], incluindo os alunos com deficiência, freqüentam as escolas comuns, da rede pública ou privada, com colegas sem deficiências. Para tanto, as escolas comuns precisam prever recursos e apoio para atender às necessidades destes alunos.
Este material foi preparado para ser usado como fonte de consulta sobre como melhor ensinar alunos com deficiência. Aqui, você encontra depoimentos de professores e alunos com deficiência que enfrentaram e venceram o desafio da diversidade e ainda informações sobre materiais e equipamentos que podem ajudar seu aluno com deficiência.
Além disso, você também encontra endereços de instituições de apoio à inclusão e de sites com informações recentes e importantes sobre o assunto. Esse material pode sensibilizar colegas, alunos e funcionários a respeito das vantagens da Educação Inclusiva não apenas para a comunidade escolar, mas também para a sociedade em geral.
Não há receitas; as soluções vão sendo pesquisadas e construídas a partir de sua experiência, de observações, de conversas com familiares, especialistas e, principal­mente, com o próprio aluno com deficiência. Fornecemos sugestões, indicações, material para sua reflexão.
Tudo isso acompanhado das divertidas ilustrações de Ricardo Ferraz.
Boa leitura!
Educação: alicerce fundamental da sociedade

Como você sabe, a escola é a primeira oportunidade que a criança tem para aprender a conviver com outras crianças fora do ambiente familiar. Além disso, a escola também precisa atingir quatro objetivos muito importantes:
        • Transmitir conhecimentos; 
        • Formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres; 
        • Preparar para o trabalho; 
        • Promover o desenvolvimento pessoal.
    Infelizmente, milhares de crianças, adolescentes e jovens brasileiros com deficiência não têm acesso à escola e ficam à margem da sociedade. Você, professor, pode ajudar a mudar essa história. Muitos professores, por todo o Brasil, já estão convencidos de que a Educação Inclusiva é a melhor solução para os alunos com deficiência e para toda a sociedade.
    A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é a base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.
Educação Inclusiva: construindo uma sociedade para todos
A Educação Inclusiva não é uma moda passageira. Ela é o resultado de muitas dis­cussões, estudos teóricos e práticas que tiveram a participação e o apoio de organizações de pessoas com deficiência e educadores, no Brasil e no mundo. Fruto também de um contexto histórico em que se resgata a Educação como lugar do exercício da cidadania e da garantia de direitos. Isto acontece quando se preconiza, por meio da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), uma sociedade mais justa em que valores fundamentais são resgatados como a igualdade de direitos e o combate a qualquer forma de discriminação. Percebeu-se que as escolas estavam ferindo estes direitos, tendo em vista os altos índices de exclusão escolar; populações mais pobres, pessoas com deficiência, dentre outros, estavam sendo, cada vez mais, marginalizadas do processo educacional. A Declaração Mundial de Educação para Todos (1990), a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência (1999) são alguns dos mais importantes documentos produzidos sobre esse assunto.
CARVALHO, ROSITA EDLER. A nova LDB e a Educação Especial - 3a edição Rio de Janeiro : WVA, 1997
CARVALHO, ROSITA EDLER. Uma Promessa de Futuro: Aprendizagem para todos e por toda a vida. Porto Alegre : RS Editora Mediação, 2002
MANTOAN, Maria Teresa Eglér (org.) A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon, 1997.

Merenda escolar e desnutrição


Crianças Sadias na Escola
www.saidaonline.com
Sem nenhuma dúvida, a alimentação escolar é de fundamental importância para a criança, segundo já comprovado em inúmeros estudos e pesquisas. De acordo com publicação do Ministério da Saúde, de 2008, a merenda escolar é a principal refeição do diapara 50% dos alunos da região Nordeste e 56% da região Norte do Brasil.
Entretanto, a alimentação nas escolas ainda está longe de garantir a segurança alimentar das crianças brasileiras. A UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (UNICEF) recentemente revelaram que 45% das crianças brasileiras, de até cinco anos, apresentam quadro de desnutrição.
A criança desnutrida, apesar de não ter comprometida sua capacidade cognitiva, segundo estudos realizados, sofre efeitos na velocidade de seu crescimento e até na interrupção do mesmo.
A merenda escolar na escola pública reflete-se no melhor rendimento escolar porque, ao chegar à escola, a criança vai para a sala de aula sem sentir fome, livre desse fantasma durante o período em que está na escola. Apesar de não significar a total remissão da desnutrição, a merenda livra a criança da sensação de fome. Além disso, oferece à criança a experiência de uma refeição coletiva, o que reforça o sentimento de cidadania, o que é um incentivo para que a criança consiga responder ao desafio de acompanhar os temas pedagógicos.

Qualidade da alimentação

A ingestão correta de alimentos na hora do intervalo das aulas é uma questão importante, tanto para as escolas da rede pública de ensino, municipal ou estadual, como também nas escolas particulares. A merenda é o alimento que a criança recebe na escola, seja fornecida pela entidade pública, seja quando é preparada em casa. Segundo pesquisa realizada no município de Muriaé, por Fernanda Helena Almeida e Eliana Carla Gomes, em 2007, a merenda que as crianças trazem de casa costuma ser composta por biscoito, refrigerantes, e sucos naturais.
Os resultados obtidos pela pesquisa constataram que em termos energéticos as merendas contêm elementos até superiores à quantidade recomendada, com um reduzido teor de proteínas e falta de vitaminas e minerais, com escasso consumo de hortaliças, frutas e leite, alimentos importantes para a nutrição infantil.

Nutrientes essenciais para o desenvolvimento físico e mental

alimentacao-saudavelA merenda escolar deveria ser planejada tendo em vista um equilíbrio entre os nutrientes necessários na alimentação das crianças , tais como:
Carboidratos
Os hidratos de carbono ou carboidratos são elementos formados a partir do carbono, hidrogênio e oxigênio. A função dos carboidratos para o corpo humano é fornecer energia, facilitar o metabolismo e manter as células vermelhas do sangue. Os carboidratos são diferenciados, podendo ser classificados em:
  • Glicose, frutose e galactose. A glicose é o monossacarídeo mais abundante no organismo humano, pois é fornecida pelos doces. Também pode ser chamada de Dextrose, e está muito presente nos alimentos industrializados.
  •  Sacarose, maltose e lactose, que estão presente no leite e laticínios.
  •  Amido, celulose, glicogênio, que fazem parte dos cereais e legumes.
Proteínas
As proteínas são compostas por aminoácidos que em sua estrutura possuem carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. As proteínas têm função de construir novas células, tanto nos tecidos, pele, ossos, cabelo, como nos órgãos internos e no sangue. As recomendações nutricionais são de que a necessidade de ingestão de proteína diária varia entre 0,75g a 1,5g por kilo de peso corporal.
Lipídios
Os lipídios possuem diversas funções no corpo humana, são uma reserva de energia corporal, compondo membranas, combatendo inflamações, equilibrando sensações térmicas de frio e calor. São componentes de enzimas que fazem parte de uma série de processos celulares importantes para os movimentos e os hormônios.
planodesaude.net/merenda-escolar

terça-feira, 15 de abril de 2014



Circular nº 04/2013 – Conclusão das negociações das Convenções Coletivas de Trabalho

Publicado em Notícias do Sinepe-PE, no dia 14.06.2013
Recife, 14 de junho de 2013.
Circular nº 04/2013
Caro Diretor, Prezada Diretora
As negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2013-2014 entre SINEPE/PE e SINPRO ( Sindicatos dos Professores), SINTEEPE ( Sindicato dos Trabalhadores de Ensino da Educação Básica de Pernambuco), SINSEPE ( Sindicato das Secretárias de Escolas) foram concluídas.
O SINEPE/PE e o SINPRO, em encontros de mediação na SRT (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco), firmaram acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 e aprovaram-na em suas Assembleias realizadas em 12/06/13.
Após a redação final e os registros nos órgãos competentes, encontrar-se-á no site do SINEPE/PE ( www.sinepe-pe.org.br, ) o texto completo dos atos normativos da CCT 2013/2014.
Seguem as cláusulas de aplicação imediata:
I – SINPRO
1- Reajuste salarial: 8,22% , a partir de 1º de abril de 2013.
2- Piso Salarial – Nível I: professores de Educação Infantil e do Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano – valor R$ 6,72. Nível II: professores do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e Ensino Médio – valor R$ 7,67.
3- Férias: de 02 a 31 de julho de 2013.
4- Adicional de Correção de Provas e Adicional de Pesquisa serão pagos durante os 12 meses da vigência da CCT 2013/2014, sendo 3,5% referentes a Correção de Provas e 5 % relativos a Pesquisa, perfazendo o total mensal de 8,5 % . A escola que já pagou os adicionais nos moldes da CCT anterior ( 10% de correção de provas, bimestralmente, e 5% de pesquisa) deve calcular a dedução dos valores pagos.
5- Diferenças salariais – usar-se-á o mesmo esquema da CCT anterior: a do mês de abril deverá ser paga no salário de junho; a diferença do mês de maio será paga no salário de agosto.
II – SINTEEPE
1- Reajuste salarial: 8,22% a partir de 1º de abril de 2013.
2- Piso Salarial – R$ 745,00, no período de abril a setembro de 2013; R$ 765,00, no período de outubro/2013 a março/2014.
3- As diferenças salariais dos meses de abril e maio de 2013 serão pagas com o salário do mês de julho 2013, como na CCT anterior.
III – SINSEPE
1 – Reajuste salarial: 8,22% a partir de 1º de abril de 2013.
2 – Piso Salarial: Secretário(a) Nível Médio R$ 936,56 e Secretário(a) Nível Superior R$ 1.405,45.
3 – A diferença salarial do mês de abril de 2013 será paga com o salário do mês de junho de 2013 e a do mês de maio será paga com o salário do mês de julho de 2013, como na CCT anterior.
Atenciosamente
José Ricardo Dias Diniz
Presidente